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Falta de oferta de imóveis em SP eleva aluguel dos contratos novos em 2,1%

São Paulo – O desequilíbrio entre oferta e demanda de imóveis para alugar na cidade de São Paulo fez com que o valor do aluguel dos contratos novos de locação aumentasse 2,1% em setembro, na comparação com agosto.

De acordo com dados do Secovi-SP (Sindicato de Habitação de São Paulo), nos últimos 12 meses terminados em setembro, o valor dos contratos novos na cidade subiu 17,55%.

Os valores dos contratos em andamento, que são indexados ao IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) da FGV (Fundação Getulio Vargas), serão reajustados em 7,46% em 12 meses.

Um dormitório

Frente a agosto, os imóveis de um dormitório foram os que apresentaram as maiores altas no reajuste do aluguel, de 2,5%. O reajuste do aluguel das unidades de dois e três dormitórios foi um pouco menor, de 2% e 1,8%, respectivamente.

No mês passado, as casas e os sobrados foram alugados mais rapidamente, com uma espera média de 13 a 30 dias. Já os apartamentos foram alugados, em média, entre 20 e 40 dias.

Considerando as garantias, 48% dos contratos utilizaram o fiador no mês passado, enquanto 31,5% tiveram o depósito como garantia e 20,5% usaram o seguro-fiança.

Fonte: UOL

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USP divulga expectativas para mercado imobiliário em 2011

Mercado de shoppings centers aquecido em cidades pequenas, alto investimento em edifícios corporativos de alto padrão nas capitais, demanda por imóveis residenciais ainda maior que em 2010 e aumento de parcerias e joint-ventures são as expectativas do Comitê de Mercado do Núcleo de Real Estate da Poli-USP para o mercado imobiliário brasileiro em 2011.

O comitê, formado por professores e pesquisadores do NRE e profissionais de destaque do setor, reuniram-se no último bimestre de 2010 para debater oportunidades, desafios e riscos esperados nos segmentos de shopping centers, edifícios de escritórios e residencial, tomando como subsídio não só o comportamento do ano passado, mas também o que se pode vislumbrar sobre os impactos da economia mundial e da política econômica proposta ou evidenciada pelo novo governo.

A confiança na economia e a soma dos medos (renda de emprego no vetor mercado, taxa referencial de juros no lado do investimento e expectativa de inflação na vertente investimento para proteção de riqueza acumulada) foram reconhecidas pelo estudo como as principais âncoras do comportamento do mercado.

Shopping centers

No segmento de shopping centers, o comitê aponta tendência de aquecimento em pequenos centros urbanos do interior do País (até 200.000 habitantes), em razão do crescimento do poder de compras das classes de renda C, D e E.

De acordo com o relatório apresentado, essa demanda poderá ser atendida por meio da implantação de empreendimentos que exigirão montantes de investimento mais contidos do que nos grandes shoppings regionais implantados nas cidades de maior potencial de mercado no Brasil, agregados ao crescimento do segmento das franquias. A desconcentração de investimentos em projetos de menor escala (até 10.000 m² de ABL) pode permitir que um novo conjunto de empreendedores venha a se somar às grandes corporações atuantes no mercado brasileiro e até mesmo o advento de fundos imobiliários especializados.

Nos grandes centros, os especialistas destacam duas tendências:

a) um movimento contínuo de revitalização dos shopping centers existentes, em razão da multiplicidade de alternativas à disposição do consumidor e da competitividade crescente entre os diferentes empreendimentos;

b) a entrada no mercado brasileiro de novas marcas de expressão no exterior, com foco no poder de compra dos consumidores das faixas de renda mais altas.

Edifícios de escritórios

O Comitê de Mercado do Núcleo de Real Estate da Poli-USP vê o desempenho do investimento em edifícios de escritórios corporativos de alto padrão com otimismo, particularmente para implantação nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas também nas principais capitais brasileiras, uma vez que a demanda permanece comandando os movimentos do mercado, evidenciando-se que há necessidade de espaços novos para as maiores corporações atuando no mercado brasileiro.

Apesar de reconhecerem que a simples busca por espaços de melhor qualidade seja um fator gerador de demanda, os especialistas consideram, no entanto, que a alta verificada nos preços de locação de escritórios de alto padrão coloca um ponto de dúvida sobre o potencial de ocupação de novos espaços corporativos AAA: custos elevados podem levar empresas a buscar espaços fora dos grandes centros, para instalar unidades de serviços de suporte, para as quais não tenham a necessidade de acentuar a imagem da corporação junto ao mercado.

Em relação aos preços de venda e de locação de espaços corporativos, os especialistas apontam tendência de manutenção nos escritórios de padrão médio e, para escritórios partilhados em pequenas unidades, destinados ao atendimento da demanda de técnicos e profissionais liberais que atuam isoladamente ou mesmo em pequenos grupos, esperam ligeira baixa nos preços de venda e manutenção dos preços de locação.

Segmento residencial

Para o mercado residencial, o comitê espera que a demanda em 2011 seja maior que em 2010, especialmente nos segmentos de média e baixa renda. O comitê aposta que as empresas de real estate deverão se concentrar no atendimento tanto do crescimento orgânico dos atuais mercados, como do Programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Estratégias de atuação e captação de recursos

Os membros do Comitê de Mercado acreditam que as empresas do setor utilizarão parcerias locais e joint-ventures como estratégias de atuação nas regiões geográficas distintas das suas matrizes com maior intensidade, ao mesmo tempo que a instalação de unidades operacionais próprias fora dos escritórios centrais parece uma tendência a ser abandonada, com exclusão dos grandes centros de São Paulo e Rio de Janeiro, eventualmente Brasília.

Como forma de captação de recursos para investimento, os especialistas acreditam que as empresas irão recorrer mais ao endividamento do que à captação no mercado de capitais e que os novos recursos financeiros estarão mais concentrados em grandes empresas e menos dispersos entre empresas médias.

Segundo o comitê, para 2011, não há preocupação quanto à disponibilidade de crédito imobiliário em volume suficiente para atendimento da produção e comercialização de imóveis residenciais, usando os mecanismos do SFH, com uma crescente influencia das operações estruturadas, em volume relativo ainda pequeno.

Por outro lado, há forte preocupação quanto à mão de obra de construção, cujo déficit de pessoal qualificado poderá acarretar acréscimo de custos e pressionar para cima o nível do risco dos investidores.

O relatório produzido pelos membros do comitê enfatiza que as empresas brasileiras planejam suas estratégias de atuação sem o apoio de indicadores adequados e confiáveis sobre a demanda habitacional nas diferentes regiões do País e nos diferentes segmentos do mercado. O efeito dessa falta de informação é indutor de desequilíbrios entre oferta e demanda. O mesmo ocorre com informações sobre velocidade de vendas, que, extraídas somente em alguns mercados por meio de indicadores que não retratam a intensidade da oferta, mas somente a relação entre venda e oferta, pode induzir decisões inadequadas.

São membros do Comitê de Mercado do NRE-Poli: Alessandro Olzon Vedrossi; Alex Kenya Abiko; Carlos Terepins; Cláudio Bruni; Claudio Tavares de Alencar; Daniel Citron; Eliane Monetti; Eric Cozza; Fernando Bontorim Amato; João da Rocha Lima Jr.; José Romeu Ferraz Neto; Marcelo Vespoli Takaoka; Mario Rocha Neto; Pedro Cortez; Roberto Aflalo Filho; Roberto Sampaio; Sergio Alfredo Rosa da Silva; e Walter Luiz Teixeira.

Fonte: Imovelweb

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O mercado imobiliário no Brasil

Um grupo de especialistas brasileiros em imóveis recentemente analisou o mercado imobiliário no Brasil e fez a pergunta vital: o que está reservado para a indústria em 2011? E seus resultados mostram que ambos os imóveis residenciais e comerciais estão diante de outro bom ano.

No relatório, produzido pelo departamento imobiliário da Universidade de São Paulo, os peritos concluíram que os investidores podem esperar que 2011 seja um ano ainda melhor que o ano passado em termos de demanda e preços. Estes especialistas no mercado imobiliário acham que o aumento da demanda e do preço será mais elevado entre as classes médias, e que os desenvolvedores devem priorizar o investimento no programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo os especialistas, a demanda por imóveis residenciais da classe alta, conhecida como Classe A, é prevista para permanecer estável. A demanda por casas da classe média, classes B e C, vai aumentar um pouco e a demanda das classes mais baixas, classe D e E, irá crescer significativamente.

Investimento em Habitação Social

Essa demanda crescente das classes médias brasileiras, principalmente da classe C, significa que os desenvolvedores devem concentrar o investimento em habitação social apoiado pelo programa do governo Minha Casa Minha Vida (MCMV). Este mercado já está crescendo e deverá crescer ainda mais devido o anúncio recente do governo de que os preços máximos estão elevados.

No entanto, o Departamento de Obras Públicas salienta que, mesmo com a habitação social, o velho ditado de “localização, localização, localização” é de vital importância. Estes especialistas aconselham que todo o desenvolvimento do programa MCMV ocorram em áreas desejáveis com transportes públicos, escolas, comodidade e locais de trabalho com fácil acesso. O local certo irá garantir que a demanda por imóveis do MCMV seja elevada.

Preços dos Imóveis

Os preços dos imóveis nunca são fáceis de se prever, mas os especialistas da Universidade de São Paulo acreditam que os preços mais altos podem ser esperados para este ano. Entre a classe A, eles esperam que os preços dos imóveis – como a demanda no setor social – permaneçam em níveis equiparados aos de 2010.

Nas classes médias – e mais uma vez como a procura de imóveis entre as classes B e C – eles prevêem um aumento significativo com preços consideravelmente mais elevados este ano.

Os preços dos imóveis são difíceis de se detectar porque não há índices de propriedade, mas todos os analistas de mercado têm observado aumentos de preços significativos. Estes têm sido particularmente forte nas maiores cidades do Brasil, embora os preços dos imóveis em muitas partes do país tiveram um aumento de pelo menos 10% no ano passado.

Localização para o Investimento

Para os especialistas no mercado imobiliário, a demanda por bens das classes média e baixa será consideravelmente maior em 2011, em várias partes do país. Estas incluem as duas maiores cidades, São Paulo e Rio de Janeiro, e em vários estados, como do norte e do nordeste.

No entanto, independentemente da sua localização, um fator é considerado no mercado imobiliário brasileiro, a demanda por bens é universal, particularmente entre as classes média e baixa. Especialistas no mercado imobiliário disseram: “você pode construir moradias para sempre e as pessoas vão querer isso”.

Fonte: Mercado imobiliário

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